quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O peso da saudade


Saudade tem gosto amargo.
Não pede licença nem permissão
Entra e toma posse de tudo o que se é.

Saudade é ferida que arde,
Angústia que fica latenjando
Em meio daquilo que é belo e não se vê.

Saudade não se explica.
Ela eterniza a presença daquilo que já se foi
Petrifica e imortaliza o lado doce do coração.

Com o tempo esta dor se aquieta.
Emudece. Silencia. Mas não some.
Aquilo que mata se transforma no silêncio que aguarda, paciente
Às sombras da esperança de um retorno que não vem.

3 comentários:

Anônimo disse...

Manuuuuu!!

Que o amor de vocês possa ser sempre assim... Forte e inabalável!!
Tô torcendo por ele... Aliás, por vocês dois anjo!!

Um super beijo e fica com Deeus!!

Maryanaaa que te amaaa!! =@@

Marcio Ladeira disse...

Diria que saudade seja a eterna confirmação do quanto foi bom, uma lembrança latejante com uma suave pitada de gozo e um pedido quase explicito de repetição! Enfim, saudade é saudade!

Anônimo disse...

Ah Manu...
Na falta total de algo que possa dizer do meu desejo por esse amor, peço emprestado a Cecília a sua Dôce poesia:

"E não pergunto nada.
Espero que amanheça,
e a cor da madrugada
pouse na tua cabeça
uma rosa encarnada."
Cecília Meireles

Deus te cubra de grandes bençãos!
Beijos
Bethânia Negreiros