quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pai

Reconheço a presença do meu pai nos meus gestos
Na minha preferência musical, que herdei como um presente
Na combinação estranha de sabores, aromas e prazeres
Na alegria de dizer sim àqueles que amo
Na dificuldade em deixar escorregar um não, pelo canto da boca
No orgulho de não procurar o outro primeiro, traço tão meu, que é tão seu.

Nessa brincadeira de espelho de gerações
Nessa herança de aprendiz
Nessa repetição de gestos e atitudes
Só gostaria de poupar meus futuros filhos de uma dor
Que ele também deixa (esse bandido!)
A dor da saudade.

Um comentário:

Unknown disse...

OiiinNNn AMEI Manu.