Cábreas no porto descarregam os containers
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
Ébrios solitários vagam pelas ruas escuras
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
Estalos elétricos fagulham no vão das máquinas
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
Silhuetas desfiguradas no reflexo das vitrines
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
Passam-se os anos, descascam as paredes das casas
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
Todo o silêncio da noite na cidade apagada
e eu ainda te amo.
e eu ainda te amo.
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