no perfume de tangerina preso às mãos
comer displicentemente os gomos, vagarosos
e limpar a boca com o punho das mangas
Tu me empurras
e tornamo-nos duas crianças
num banco de madeira da praça
numa trilha de pegadas à grama
num portão enferrujado que divide
o aqui e o ali
E então agora, estamos aqui
e bem aqui, te entrego a pureza
dos trejeitos e sonhos juvenis
que em tuas mãos tão bem cabem
Sim, nós estamos bem aqui
Bem, e aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário