Desperto
neste dia nublado
sem o contorno do teu rosto
impresso em minha almofada
sem teu peito negro
tão liso e tão quente
quanto a superfície
deste café que me
aquece agora
Anoitece
o dia passa e ergo a lua
com uma das mãos que me sobram
hesitante nos gestos e no tempo
são as sobras do amor que deixastes
intrépido, estrídulo, vibrante
e de olhos fechados
amo-te solitária.
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