Viveu tantas despedidas que agora até as chegadas doíam. O que desejava, de alma sincera, era embebedar-se de chegadas e desfrutar do amor que não se despede, que se prova finito apenas com o fim da própria vida. Por ora, se contentaria com o abraço de acalento e sossego dele se o tivesse, aquele que fazia com que mutuamente representassem a eternidade e tudo mais fosse mera partícula — mesmo sabendo que o fim certamente chegaria.
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