Pela janela da sala eu vejo uma ilha,
que me dá esperança, olhar infinito,
E das palavras que a alma partilha,
ideias brotam de um grito incontido.
Foi em uma aquarela suave e vivaz,
que nasceu a romanesca Manuella.
Encantadora a palavra transtraz,
revelando o mar em leve caravela.
Singra, sangra e bordeja a ilha.
Do além-mar, na janela da sala,
um espectro que a luz irradia.
A palavra é esquina, força e vida,
perambula, sucumbe e renasce,
Pela janela da sala, a suave brisa.
* * *
Soneto do poeta, jornalista e grande amigo William Wollinger Brenuvida,
presente no livro Saganossa, publicado pela Associação Confraria das Letras.

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