sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Vazio

E este sofrimento
de anos a
fio

enfim desmachado
neste mês
de abril

o amor
bem durável
desta vez não resistiu

não marcou a hora
e sem demora
partiu

sem amor
estes olhos
perderam o brio

e o riso
que era ode
hoje é doentil

as rugas
molduram sua
face pueril

e o abraço tão quente
já não enlaça
o frio

daquele passado
gelado e
sombrio

só restou de verdade
o que invade:
vazio.


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