Me espere, meu bem, me espere
que esta noite não passas sozinho
não te afobes, entenda o dilema
que o poema é fruto do desalinho
Encerra o teu pranto, estufa o peito
que esta noite o repouso é meu colo
este colo que é porto perfeito
teu ninho, tua casa, teu solo
Pegue agora tuas malas e também
umas mudas de roupa, depressa
e não se esqueça de dois, três vinténs
e um bom vinho pra botar-lhe à mesa
Feche os olhos meu bem, vem comigo
te encoraja, que explico no caminho
Vem!
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