Na exibição do Praia do Futuro - Filme ontem, no Cinespaço do Beiramar Shopping, quatro casais levantaram e saíram antes da metade da sessão. Reclamaram do conteúdo sexual do filme e se recusaram a assistir até o final. Fiquei me questionando se teriam a mesma reação se as cenas de sexo (muito bem produzidas, diga-se de passagem) fossem com um casal heterossexual. Nunca saberei. Mas é uma pena que oito jovens tenham perdido a oportunidade de reflexão e desconstrução de seus olhares, tão carregados de moralismo e preconceito.
Praia do Futuro me ganhou justamente por sua narrativa sem delongas, clichês nem ações desnecessárias. De uma estética singular, narrativa única. Sexo entre homens, brigas de homens, dores de homens. O filme é tão bruto e áspero quanto seus personagens e sua forma. Não há espaço para esteriótipos, e os sentimentos são traduzidos em ações e expressões de intensidade. A falta de afeto é substituída por fortes cenas de sexo, de respiração ofegante e olhares tensos. Corpos à mostra. Olhares misteriosos que dizem mais do que pensam.

Um comentário:
Eu já li essa crítica antes, mas não sabia que era sua :) legal...
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